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quarta-feira, 2 de março de 2016

Como se hidratar corretamente.

Quando suamos em excesso, além da perda de água, também perdemos eletrólitos, uma combinação de sódio e potássio, entre outros nutrientes. Dependendo do tipo e da intensidade dos exercícios, água pura pode não ser a forma ideal para repor as perdas ocorridas.


Em casos de atividades superiores a uma hora de duração e, principalmente, corridas de longa distância e maratonas, prefira os isotônicos e bebidas esportivas, ricas em calorias, vitaminas e sais minerais, essenciais para repor, sobretudo, os eletrólitos perdidos. A água de coco também é bastante recomendada neste caso.



segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Designer cria mochila com luzes de LED sinalizadoras para salvar vida dos ciclistas.

Há mais ciclistas do que nunca nas cidades hoje, um fato que não é perdido em urbanistas e administradores. Streetscapes estão mudando nesse sentido, como eles são alterados para acomodar ciclovias. O resultado é um ambiente urbano saudável, com uma rede de transporte robusta.

Mas as tensões inevitavelmente surgem quando essas bestas de transporte diferentes, como carros e motos viajar lado a lado em tal proximidade intensa. Drivers nem sempre respeitam a linha de demarcação que separa os dois veículos. Ciclovias não são tratados com a deferência concedida throughways carro, por isso os ciclistas são frequentemente forçadas a arremessar para a estrada principal (ou em calçadas) para evitar a colisão. Depois, há o fato de que as pessoas, seja em carros ou em motos, pode se comportar de forma imprudente ao ponto de ferir, ou pelo menos antagonizar, aqueles com quem partilham a estrada.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Calor aumenta chance de câimbras durante exercícios.

Medidas simples ajudam a amenizar o transtorno.

Doloridas e temidas pelos atletas, pois, dependendo da intensidade, elas significam o final de uma competição, as câimbras costumam ser comuns durante a prática de atividade física no verão, principalmente ao ar livre. “Isso acontece porque no calor transpiramos mais e desidratamos facilmente, além de água, neste processo há perda de sais minerais”, informa o fisiologista do esporte Diego Leite de Barros, do Hospital do Coração, em São Paulo.
As câimbras possuem causas multifatoriais, e a desidratação é uma das teorias que explicam o que acontece no organismo. Segundo o especialista, o suor gera perda de água – essencial no funcionamento das fibras musculares. “As funções de contração e relaxamento

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

O pneu da bike furou, e agora?

      Furar o pneu é coisa que não acontece com frequência mas se acontecer você não pode ficar na mão.
      Então quando for pedalar leve um kit para remendar o furo ferramentas para trocar o pneu ou uma câmara de reserva.
      Eu comprei uma bolsa de selim que já vem com um kit, veja abaixo:

sexta-feira, 28 de março de 2014

Pedalando no céu.

Chamado Skycycle é em Highland Park Washuzan Okayama, no Japão, um lugar com uma topografia montanhosa dramática que os designers aproveitaram este entretenimento adequado apenas para pessoas de pouco vertigem pedal. Participantes embarcar em um conjunto paralelo ele só funciona esquipado pedal com cintos de segurança e uma cesta-de-rosa bonito.O passeio tem tudo:. Ups, baixos, curvas e seções de contador e realmente assustador Uma vez acima pode entrar em pânico e chamar por ajuda e / ou gritando como um louco, mas na realidade, fora da situação, a única possibilidade é pedalar e pedalar até o fim ...














domingo, 9 de março de 2014

Avaliação do Asics Gel Nimbus 15

Há tempos estava querendo usar o Asics Gel Nimbus 15, não sei se era pela sua beleza ou pelas várias opiniões positivas que li, e aproveitei o LiquidaTudo com descontos de até 70% no site da Passarela.com e comprei o tão desejado Gel Nimbus 15!
A seguir minha avaliação, onde listo as tecnologias e minhas impressões:



Primeiras impressões
No primeiro contato com o Asics Gel Nimbus 15 pude perceber que se tratava de um tênis extremamente confortável com um design espetacular, o desenho na lateral do tênis com cores contrastantes deixou o modelo super estiloso. 
Tecnologias
O Asics Gel Nimbus 15 conta com a tecnologia, Personal Heel Fit  (Espuma interna de maior densidade e com excelente memória, para ajuste personalizado do calcanhar),e com Plus 3 (suporte de 3mm no calcanhar, para aliviar a pressão),possui também o selo de aprovação da Associação Americana dos Ortopedistas.

Conta com Space Trusstic System, placa de antitorção no solado, reduzindo o peso e oferecendo estabilidade.
Possui GEL em locais estratégicos para absorção de impactos.

Vem em Mesh no cabeçal, contando com sistemas que propiciam ajuste personalizado no calcanhar, além de maior ventilação dos pés e conforto, o modelo conta também com palmilha de grande amortecimento, além de entressola especial para redução de impactos e também melhor desempenho. 

Minha avaliação

Gostei muito do Gel Nimbus 15, ele é excelente para corridas de grande performance, e um dos diferenciais da marca, que no meu caso é essencial, é a parte da frente mais larga. Os dedos não ficam espremidos, dando um ajuste perfeito no pé.  A flexibilidade do Asics Gel Nimbus 15 é um ponto a ser destacado.
Fiz treinos na esteira, no asfalto, em estrada de terra e além de um treino forte de subida e descida, totalizando cerca de 70 quilômetros. Em todos os treinos senti muito conforto e estabilidade, o que é um diferencial a ser destacado.

Segundo a Asics, o Gel Nimbus 15 pode ser usado por diferentes tipos de corredores, que procuram conforto e ótimo desempenho.
Especificações Técnicas
Nome:  Tênis Asics Gel Nimbus 15
Indicado para: Corrida
Tecnologia: Personal Heel Fit, Plus 3, Comforndy Sockliner, Guidance System, SpEVA, Space Trusstic System.
Pisada: Neutra e Supinada
Peso: 849 g (o peso do calçado varia de acordo com a numeração.)
Preço Sugerido: R$599,99

Onde Comprar:   www.passarela.com


quarta-feira, 5 de março de 2014

Você tem um kit de ferramentas para sua bike?

Confira as dicas para montar 3 opções de Kit de acordo com preferências e as necessidades.

O primeiro kit é bem básico e traz os itens necessários para uma pedalada tranquila e suficiente para sobreviver a pneus furados e imprevistos mais simples.
Para quem gosta de mexer na bike em casa, um kit intermediário é o mais indicado, com ferramentas mais específicas. Já para os bikers com talento de mecânico, algumas ferramentas que não podem faltar para os mais habilidosos.
Quem é apaixonado por mecânica e tem disponibilidade de espaço, vale a pena investir numa bancada com morsa, ferramentas elétricas como esmeril e furadeira,  arco de serra, compressor e até numa máquina de solda.
Procure sempre adquirir ferramentas de boa qualidade. O investimento vale a pena, pois elas vão durar bastante.
Muitas ferramentas e produtos indicados nessa postagem podem ser adquiridos nas boas bike shops. Muita coisa pode ser comprada em comércios de máquinas e ferramentas.
Existem fabricantes de ferramentas específicas para bicicletas. Uma das mais famosas é a marca norte-americana Park Tool, que pode ser encontrada no Brasil no site www.globalesporte.com.

BÁSICO
Ferramentas essenciais que todo ciclista deve ter quando sai para pedalar
  • Bolsa de selim – Escolha o tamanho que comporte pelo menos duas câmaras de ar. Quem usa pneus tubeless deve levar pelo menos uma câmara de ar.
  • Canivete de chaves Allen – Também conhecida como Multitool ou Multiferramenta, essa ferramenta é obrigatória para todo ciclista. Além de várias chaves Allen, algumas trazem também Philips, fenda e chave Torqx. Outras mais completas trazem também chave de raios e chave de corrente. Escolha uma de boa qualidade, que não quebre. Dê preferência às feitas de inox, pois não enferrujam.
  • Espátula resistente – É interessante fazer um teste em casa para ver se ela aguenta o tranco na desmontagem e montagem dos pneus que você usa.
  • Kit de cola, remendo, lixa – Existem kits prontos, ou pode-se comprar separadamente. Dica: verifique periodicamente o estado da cola, pois com o tempo elas evaporam e ressecam.
INTERMEDIÁRIO
Chave de pedal, torquímetro (cabo vermelho), bomba de suspensão, chave de corrente (ou saca-corrente), chave inglesa, chave de raios, extrator de cassete e o lavador de corrente

  • Chave de pedal – Quanto maior o cabo, mais fácil será a remoção dos pedais
  • Limpador de corrente – Perfeito para limpar a corrente sem fazer sujeira. Basta adicionar o desengraxante e girar o pedal.
  • Jogo completo de chaves Allen – Pode ser adquirido em lojas de ferramentas profissionais. Procure comprar de boa qualidade
  • Chave de corrente – As profissionais têm o cabo longo para facilitar. Os modelos compactos podem ser levados na bolsa de selim
  • Chave de raios – Existem dos mais variados modelos e formatos
  • Chave inglesa – Tamanho médio. Pode ser comprada em lojas de ferramentas
  • Bomba de suspensão – Facilita a vida do biker na hora de fazer o ajuste da suspensão e amortecedor traseiro. São encontradas em boas bike shops e variam de preço conforme a qualidade.
  • Torquímetro – Indispensável na hora de apertar componentes delicados de carbono. São vendidos nas boas bike shops e lojas de ferramentas. Variam de preço conforme a qualidade.
  • Extrator de cassete – Fundamental para quem gosta de uma limpeza completa na bike.

Kit de remendo para tubeless
  • Medidor de desgaste da corrente – Perfeito para acompanhar o estado da corrente.
  • Selante – Quem usa pneus tubeless precisa estar de olho no estado do selante, pois ele evapora.
  • Kit de remendo para tubeless – Quando o selante não tapa um furo, a saída é usar esse kit e fazer o reparo do pneu.



  • AVANÇADO
    Chave Allen de 8mm com cabo longo, chave inglesa grande, sangrador de freio hidráulico, chave da caixa de direção Head Set e chaves combinadas e fixas de vários tamanhos

    • Chaves para cone (a porca interna) dos cubos de 13 a 19mm – Para desmontar apertar e desmontar o eixo das rodas
    • Cavalete – Indispensável para fazer a manutenção com conforto e segurança. Existem modelos com pedestal (tripé) ou para fixação na parede.
    • Sangrador de Freio – Custam relativamente caro. Tem que adquirir o modelo certo para os freios de sua bike
    • Extrator de pedivela – Para fazer a limpeza e lubrificação dos eixos
    • Jogos de chaves fixa – De 8 a 17mm .Para uso geral
    • Chave Allen de 8mm com cabo longo – Serve para soltar o parafuso de alguns modelos de pedivela, que deve ser retirado posteriormente com o extrator.
    • Chave inglesa grande – Para trabalhar em conjunto com o extrator do cassete ou do movimento central.
    • Sacador de movimento central – Veja qual é o correto para sua bike. Existe o Hollowtech II da Shimano, GXP da Truvativ e o de cartucho selado (mais antigo).
    • Chave para caixa de direção Head Set – Usado nas bikes mais antigas
    • Chaves de boca de tamanhos diversos, podem ser com cabeça fixa ou combinada
    LIMPEZA E LUBRIFICAÇÃO
    Da esquerda para direita: graxa à base de teflon, silicone, desengraxante cítrico, desemgripante UltraLub, óleo para corrente Squirt, graxa de Teflon (embalagem diferente), graxa Slick Honey à base de cera de abelhas

Além das ferramentas, a lista avançada deve incluir também alguns produtos para limpeza e lubrificação:
  • Graxa de teflon Finish Line – Para usar em rolamentos, caixa de direção, caixa de centro, rodas, esferas, contato do canote de alumínio, rosca do pedal etc.
  • Silicone em aerosol – Lubrifica e protege componentes externos, molas externas, partes internas do Rapid Fire, sob o canote, tirar barulhos, lubrificar os parafusos da mesa, parafusos de suspensão traseira, links etc
  • Desengraxante – Prefira os cítricos e biodegradáveis que não contaminam o solo como o Muc Off, Finish Line e Pedro´s.
  • Desengripante – Serve para soltar parafusos travados e oxidados. Existe o nacional UltraLube e o importado da Finish Line. Importante: esse tipo de óleo não deve ser usado para lubrificar a corrente.
  • Lubrificante de corrente – O mercado oferece várias marcas. As mais comuns são Finish Line, Squirt, Muc Off e Pedro’s.
  • Graxa tipo Slick Honey – Feita à base de cera de abelhas, essa graxa repele a água e é imbatível na lubrificação de cabos e também nos retentores (O’Rings) de suspensão e amortecedores.
  • Óleo de freio – Verificar qual é o tipo utilizado em seu freio. A Magura usa fluido mineral da própria marca e não é compatível com o mineral da Shimano. Nos freios com fluidos do tipo DOT, observar o tipo de DOT recomendado e  seguir rigidamente a indicação do fabricante.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Aprenda como tirar a ferrugem da sua bike

Para consertar uma bicicleta enferrujada, faça uma pasta com três partes de sal de cozinha e uma parte de suco de limão.

Esfregue a mistura na ferrugem com um pano macio e lave com água.

O truque funciona porque o sumo do limão contém ácido cítrico que dissolve o óxido de ferro, a ferrugem. Já o sal funciona como um abrasivo que ajuda a remover a ferrugem mais grossa.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Ciclista Britânico que percorre as 12 sedes da Copa chega a Belo Horizonte.

Britânico abandonou o emprego de gerente contábil para girar pelo Brasil; ele aproveita a visibilidade para pedir doação a projetos ligados ao esporte.

Andy chegou em BH no fim da tarde desta segunda e já conheceu a praça da Estação


Pedalar quase 9.000 km durante cinco meses pelas 12 cidades da Copa do Mundo. Parece loucura, mas a aventura do ciclista britânico Andy Smith já ultrapassa os 35% de êxito. No fim da tarde desta segunda-feira, ele chegou a Belo Horizonte – a quinta sede – e foi recebido pela veterinária Jane Moreira, que será sua anfitriã na capital mineira.



Depois de passar por Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Rio, e conhecer obras e estádios, alguns prontos, outros não, Smith fará um tour cultural por BH nesta terça-feira e vai visitar o Mineirão na quarta, junto com o embaixador do Reino Unido no Brasil, Alex Ellis.
Por ironia, o ciclista chegou à capital em dia de greve do transporte coletivo. “Parece ótimo aqui, até agora. Curti andar na pista de ônibus sem perceber que estava vazio por causa de uma greve”, ressaltou.


Para encarar o desafio e realizar o sonho de conhecer o Brasil, Smith, de 35 anos, abandonou o emprego de gerente contábil em Londres. A viagem é financiada por ele próprio, mas conta também com a generosidade de brasileiros, que lhe darão cama e comida ao longo do trajeto.
“O Brasil é uma fascinante mistura de culturas e uma bela geografia, além do futebol. Pedi demissão do meu emprego e não sei ao certo o que vou fazer quando voltar”, pondera Smith. Para conseguir hospedagens de graça, ele se cadastrou no site do projeto CouchSurfing (www.couchsurfing.org) que, em 2012, atingiu a marca de 1 milhão de membros em mais 180 países.


O britânico aproveita a visibilidade da proeza para pedir doações para projetos sociais ligados ao esporte, o Laureus Sport For Good Foundation e o WFC’s Community Sport and Education Trust (para doar, acesse o site de Smith www.smudgersambacycle.org).
A empreitada de Andy Smith começou em Porto Alegre, no dia 18 de janeiro. Um mês depois ele já estava no Maracanã, palco da final da Copa. Por Minas Gerais, ele passou por Juiz de Fora, Barbacena e Ouro Preto, antes de chegar à capital. A aventura só vai terminar em Manaus, dia 12 de junho, dois dia antes do jogo entre Inglaterra e Alemanha, na Arena Amazonas, no dia 14.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Vídeo:Radball, o incrível futebol jogado em cima das bicicletas.

'A Bola': conheça o Radball, o incrível futebol jogado em cima das bicicletas.


Radball, esporte inventado na Alemanha que é basicamente uma modalidade que une o futebol e o ciclismo. Os jogadores usam bicicletas para controlar a bola e marcar os gols.
No Radball as equipes competem por pontos marcando gols e podem ter dois atletas, na modalidade mais comum, ou então cinco ou seis jogadores. A bola pesa cerca de 600 gramas, tem 18 cm de diâmetro, e é preenchida com pelos de rena, que é mais maleável que pelo de cavalo.


O esporte nasceu junto com as exibições artísticas criadas pelo alemão-americano Nicholas Edward Kaufmann, por volta do ano 1893. É muito popular na Alemanha, Áustria, Bélgica, República Tcheca, Dinamarca, França, Alemanha, Japão, Rússia e Suíça.

Cada jogador pedala uma bicicleta para jogar e pode golpear a bola com as rodas ou com a cabeça. Um dos jogadores faz o papel de goleiro também, e só ele, pode usar as mãos dentro da área.
As bicicletas tem engrenagem fixa, não tem freios e custam cerca de nove mil reais. Pesando apenas três quilos, as bikes tem a coroa fixa na roda traseira, o que permite pedalar tanto para frente quanto para trás. Possuem quadro de alumínio, roda e canote de carbono, e guidon de aço para dar firmeza na direção. 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Vídeo: Conheça o "Bike Hockey".

Essa modalidade bem maneira chamada Bike Hockey está concorrendo para se tornar um dos esportes das Olimpíadas de Inverno de 2018.
Uma campanha para a inclusão do esporte no programa olímpico está aqui nesse site bikehockey2018.com! Inclusive podemos ajudar, se quisermos!

Veja o vídeo:

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Bike sem corrente

A ideia de usar uma correia de borracha no lugar da tradicional corrente de elos metálicos é mais antiga do que se imagina. Há registro de uma patente desse tipo que data de 1860, mas as correntes tradicionais prevaleceram absolutas e garantiram que a força gerada pelos pedais chegasse até a roda traseira por mais de um século com comprovada eficiência.

Na Europa, alguém de vez em quando teimava em aposentar a confiável corrente metálica. Na década de 90, alguns poucos modelos de bikes adotaram o uso da correia.

Foi em meados da década de 80 que as correias voltaram a emprestar sua força para o mercado de duas rodas. Dessa vez, as correias ganharam dentes, como as utilizadas no comando de válvulas dos automóveis. A eficiência foi tanta que o equipamento passou a equipar motocicletas com até 150 cavalos de potência e também a impulsionar dragsters com potência de até 6 mil cavalos. O caminho estava aberto para as correias chegarem nas bicicletas.

BELT DRIVE


As correias dentadas ganharam credibilidade e atenção da indústria no final de 2008, quando a Trek apresentou numa feira nos Estados Unidos dois modelos urbanos que viraram notícia até na rede CNN.




A Trek District (foto acima), de apenas uma marcha, chegou ao mercado americano por 930 dólares e a modelo Soho, com câmbio embutido no cubo traseiro, era vendida por 990 dólares. A partir daí, o novo sistema de transmissão ganhou definitivamente a simpatia do público e a atenção de muitas outras marcas, ganhando inclusive espaço na feira de bikes feitas a mão NAHMS (North American Handmade Bicycle Show), realizada todos os anos nos Estados Unidos.

As correias dentadas utilizadas nas bikes atuais são feitas de um composto de borracha reforçadas internamente com fibra de carbono e o sistema ganhou o nome de Carbon Belt Drive System ou simplesmente Belt Drive.



LIMITAÇÕES


Exemplo de coroa específica para o sistema de correia
A grande vantagem do Belt Drive é a durabilidade e confiabilidade. A manutenção é quase zero e o rodar suave e silencioso. Outro ponto a favor da transmissão por correia é o baixo peso. Uma correia pesa apenas 82 gramas e o sistema completo, contando a polia dianteira e a traseira, soma 240 gramas.

Mas, como tudo nesse mundo, sempre existem as desvantagens e a principal delas é que as correias não podem ser empregadas nos câmbios tradicionais e isso limita bastante sua aplicação. As correias dentadas possuem pouca flexibilidade lateral e têm que trabalhar sempre tensionadas, portanto, não podem ser descarriladas lateralmente como nos câmbios tradicionais.

Por esse motivo, só funcionam em bikes monomarchas ou nas bicicletas equipadas com câmbios embutidos no cubo traseiro, mas esse componente é bastante restrito de marcas e modelos.

Os câmbios mais comuns desse tipo são os modelos Shimano Nexus e Alfine, os alemães da marca Rohloff (pronuncia-se Rolóf) e, mais recentemente, a marca SRAM também entrou nessa briga. Mas o principal inconveniente desses câmbios é a pequena quantidade de marchas, que se limita no máximo a oito nas linhas Alfine e Nexus, nove no I-Motion da SRAM e a 14 velocidades no modelo top da Rohloff.

Por conta dessas limitações, a transmissão por correia é voltada principalmente para as bikes de lazer e passeio e é perfeita para as beach bikes e comfort bikes. O sistema também é apreciado por cicloturistas de longo percurso, que vêem na confiabilidade, na baixa manutenção e na durabilidade os grandes trunfos da correia.

Entretanto, o mundo das competições de alta performance ainda é distante das bikes com Belt Drive, embora uma mountain bike equipada com correia dentada já chegou ao terceiro lugar do pódio no mundial 24 Horas de Adrenalina.

RECORDE MUNDIAL

As bikes com correias dentadas ganharam maior impulso quando a gigante norte-americana Gates, um dos maiores fabricantes de correias e mangueiras automotivas do mundo, entrou de sola nesse mercado com vários produtos, que inclui, além das correias, as polias (sim, em vez de coroa e pinhão, usa-se o termo polias) e o ferramental necessário para a instalação e manutenção.


Além da já citada Trek, marcas consagradas como Specialized e Cannondale, as dobráveis de design futurístico Strida, e muitas outras marcas oferecem modelos Belt Drive. A Ellsworth inclusive tem modelos com aro 29 e as correias já foram vistas até em bikes conceito feitas de bambu.




As holandesas da marca Santos, notórias por sua qualidade e, por isso mesmo escolhida para ser a bike de muitos ciclistas aventureiros que dão a volta ao mundo, também já tem modelos equipadas com correias dentadas.
Em 2009, o britânico James Bowthorpe usou uma Santos Travelmaster equipada com o câmbio Rohloff para bater o recorde da volta do mundo em bicicleta. Bowthorpe percorreu 30 mil quilômetros e desbancou o recorde anterior em três semanas.
VANTAGENS
A principal característica das correias é a durabilidade, que é no mínimo o dobro das correntes metálicas tradicionais. Outra vantagem é que a correia não enferruja, não necessita de lubrificação, não faz barulho, pode ser lavada facilmente com água e sabão e funciona muito bem em qualquer condição climática, já que o câmbio embutido é imune aos efeitos da sujeira e o sistema funciona perfeitamente até mesmo sob lama e neve, já que os dentes nas polias possuem aberturas que deixam a sujeira sair.



Outra característica das correias dentadas de carbono é que elas não laceiam e, portanto, não precisam de ajustes ao longo da vida útil. E mais: são muito resistentes e quase impossíveis de se romperem.

DESVANTAGENS

Por enquanto, a principal desvantagem do Belt Drive é ser ainda uma novidade no mercado internacional – e mais ainda no Brasil. E, como em tudo o que é novo, peças de reposição e mão de obra qualificada continuarão a ser um empecilho por muito tempo.

Mas, para quem apostar no sistema e deseja realmente uma bike com o Belt Drive, o ideal é adquirir uma bicicleta que já tenha o quadro adaptado a receber a correia dentada, embora exista no mercado kits de adaptação para as bikes normais




Existem no mercado coroas que serve em pedivelas com quatro ou cinco parafusos e a polia traseira serve nos sistemas Shimano normais de até nove velocidades e cada vez mais fabricantes estão produzindo componentes compatíveis com o novo sistema.
CUIDADOS
A correia não pode ser dobrada e nem torcida;
Não é aconselhado o uso de blocagem rápida;
Não é aconselhado em bikes fixas, de velódromo, e em bicicletas com freio do tipo contrapedal.
A principal limitação das correias é que elas são inteiriças e não podem ser abertas como nas correntes de elos tradicionais. Então, para encaixá-la na bike, o quadro deve ter uma abertura próxima à gancheira traseira por onde se insere a correia. E por falar em gancheira, as bikes com correia usam gancheiras do tipo horizontal, do mesmo tipo utilizadas nas bikes de catraca fixa. Para manter a correia esticada, é usado um esticador ou outro dispositivo para poder ajustar a correia e mantê-la tensionada.
Outra característica dessas bikes é que o ajuste da tensão e o alinhamento das polias deve ser muito bem feito para que funcione perfeitamente e evite o desgaste prematuro na correia. A verificação da tensão é feita pressionando-se o centro da correia, que deve ceder no máximo meia polegada.
Mas será que as bikes com correias vão mesmo pegar o lugar das correntes tradicionais que já provaram que dão conta do recado há tantos anos e um dia veremos as correias equiparem as bikes populares? Por enquanto essa realidade é distante, já que numa mountain bike zero quilômetro o Belt Drive eleva o preço em pelo menos 200 dólares.


“Será que veremos um montão de gente mudar da corrente para o sistema de correia dentada? Eu acho que em algumas áreas urbanas sim, mas definitivamente não é esse o caixão que vai enterrar a corrente”, define Eric Bjorling, diretor de marcas da Trek.
TAMANHO DAS CORREIAS
Nº de dentes
Comprimento
113
1243 mm
115
1265 mm
118
1298 mm
122
1342 mm
125
1375 mm
250
2.000mm*
-
* para tandem
PESO

O peso total do conjunto vai variar em função do diâmetro das polias – que variam de 20 a 60 dentes – e do comprimento da correia, que vai de 113 a 250 dentes. Para converter uma relação tradicional, com uma coroa de 32 dentes e uma catraca de 19 dentes, para sistema Carbon Drive o peso ficaria assim:

Polia dianteira com 46 dentes – 84 gramas
Polia traseira com 28 dentes – 74 gramas
Correia com 122 dentes – 82 gramas

TOTAL – 240 gramas

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